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Região Sudeste lidera ranking do endividamento do País com 43% do total das dívidas do Brasil
(Arte: TUTU)

Belo Horizonte, em Minas Gerais, surpreendeu ao apresentar forte queda na parcela de famílias endividadas entre 2014 e 2016, que caiu de 45% para 24% do total. Apenas no último ano, a queda do número de famílias endividadas foi de 47,8%, enquanto a diminuição do valor total da dívida das famílias foi de 61,9%, os maiores recuos do País nesses quesitos.

Enquanto isso, São Paulo, que detém o maior valor total de dívidas do Brasil – por ter a maior população –, contrariou o movimento nacional e teve aumento da parcela de famílias endividadas de 43% para 52%, entre 2014 e 2016. Ainda assim, a capital paulista está abaixo da média das capitais de famílias endividadas, que é de 57%. O Rio de Janeiro, com 52% das famílias nessa situação, também está abaixo da média nacional. Apenas Vitória, no Espírito Santo, com 68%, ficou acima do padrão nacional entre os Estados da Região Sudeste.

Os dados são da sétima edição da Radiografia do Crédito e do Endividamento das Famílias Brasileiras, elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O estudo avalia os principais aspectos e as dimensões da política de crédito no Brasil entre 2014 e 2016, período em que o país foi exposto a fortes instabilidades políticas e econômicas.

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São Paulo é a capital com maior renda média mensal por família do Brasil, com rendimentos de R$ 7.405, ante R$ 4.188 da média total do Brasil e R$ 5.859 entre as capitais. No último mês do ano passado, o valor total das dívidas das famílias paulistanas alcançou R$ 4,2 bilhões mensais, em média, variando 15,7% em relação a dezembro de 2014.

O aumento de 9 pontos porcentuais de famílias endividadas na capital paulista, atingindo 52%, significa que 359 mil novas famílias paulistanas contraíram dívidas no período analisado. A dívida média mensal dos paulistanos é a terceira maior do país: R$ 2.111. Nos demais Estados da Região Sudeste, esse valor é de R$ 1.824, em Vitória; R$ 1.794, em Belo Horizonte; e R$ 1.731, no Rio de Janeiro. Este último é o único da região com comprometimento da renda com dívidas pouco acima da média nacional: os cariocas têm 30,9% de participação da renda com dívida. A média nacional é de 30%. Paulistas, com 28,5%; mineiros, com 27,9%; e capixabas, com 26,3%, considerando apenas as capitais, estão abaixo da média.

A Região Sudeste concentra 43% do total das dívidas do Brasil.

Veja mais detalhes sobre o endividamento das famílias das capitais da Região Sudeste no infográfico abaixo:

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