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Apesar da crise econômica que o Brasil atravessa, a classe de menor renda tem contribuído para o crescimento dos setores relacionados aos produtos cosméticos. Segundo estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os brasileiros com renda entre dois e dez salários mínimos gastam 1,3% do que ganham mensalmente com produtos para cuidar dos cabelos e das unhas. Os gastos com xampu, condicionador e maquiagem foram de 1,46%, valor apenas um pouco abaixo do que se gasta com carne, que é de 1,73% do orçamento.

Há também uma forte tendência de oportunidade na área de cosméticos com foco no público masculino. De olho neste crescimento, as empresas têm desenvolvido produtos personalizados para homens. Apesar da alta do dólar que eleva os preços das mercadorias, o cenário é promissor.

Em 2011, dos R$ 43,4 bilhões que os brasileiros gastaram comprando produtos de higiene, beleza e cuidados pessoais, R$ 19,8 bilhões foram desembolsados pela classe C.

O Brasil é o terceiro maior mercado de cosméticos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.


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