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Empresário devem voltar a investir após a turbulência do impeachment e com a estabildade da política econômica
(Arte/TUTU)

O encerramento do processo de impeachment traz consigo um benefício fundamental para a retomada da economia brasileira: a redução da incerteza em relação à política econômica.

A economia e o empreendedorismo lidam com um grau de incerteza que é natural dos negócios. No entanto, no Brasil esse nível de insegurança costuma ser maior do que nos demais integrantes do G20, o grupo dos países mais ricos do mundo.

Esse quadro negativo se intensificou durante o processo de impeachment, que durou quase um ano desde seus primeiros indícios. Não há economia que resista a tanta incerteza e tantos problemas no sistema político.

Enquanto o processo era debatido no Congresso Nacional, o presidente Michel Temer ocupava o posto de interino e suas decisões tinham esse mesmo caráter. O mercado enxergava da mesma maneira a equipe econômica, os ministérios e as presidências de estatais e bancos públicos. Ou seja, as decisões valiam enquanto Temer estivesse lá, mas não havia garantia de que a política econômica se manteria ao final do processo, uma vez que o presidente até então interino poderia voltar ao cargo de vice.

Agora, o País tem diretrizes claras para a economia: rigor fiscal, reforma previdenciária, revisão das relações de trabalho, aumento de confiança e processo de privatizações e concessões. As medidas ainda precisam ser avaliadas pelo Congresso, mas o encaminhamento tem boas chances de aprovação.

Neste novo cenário, a tendência é de que os empresários desengavetem projetos de investimentos para expandir os negócios, e os consumidores mantenham a gradativa recuperação da confiança.

Como exemplo, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), organizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), atingiu 107 pontos no início de setembro, patamar que não era alcançado desde fevereiro de 2015.

Essas medidas ainda não são capazes de reverter a recessão que assola o País por mais de dois anos. Contudo, indicam uma retomada da confiança e melhora do ambiente econômico. Além disso, a efetivação do presidente sinaliza estabilidade para os investidores estrangeiros. No geral, o Brasil ganhou uma oportunidade para voltar a crescer.


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