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O objetivo do atual ciclo de aumento dos juros para o controle da inflação não está surtindo os efeitos esperados, pelo contrário, está influenciando de maneira importante na redução da demanda agregada e na retração dos investimentos. O que se percebe no cenário atual são preços e câmbio elevados, reflexos da inflação e da desconfiança dos investidores no Brasil.

Mesmo que o Copom eleve novamente a taxa de juros nas próximas três reuniões previstas para este ano, as condições de equilíbrio do Real não serão atingidas e o aumento de juros gerará mais despesas à União para pagamento da dívida, além de um ciclo prolongado de recessão.

Mesmo com a alta da Selic nos últimos 12 meses, o Real passou de R$ 2,44 para R$ 3,11. A depreciação da moeda gera pressão sobre os preços dos produtos importados.

No período de três trimestres, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 6,6% – no acumulado de 12 meses até outubro do ano passado – para quase 9% até junho, bem acima do limite superior da meta estabelecida pelo governo.


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