Por Camila Garcia
Demora nas entregas, produtos vendidos que não estão disponíveis no estoque ou objetos danificados por má execução de transporte. Estes são alguns dos problemas que clientes e compradores se queixam diariamente e que comprometem a reputação do fornecedor. A logística sempre foi uma atividade complexa e de difícil execução. Para que ela seja de fato efetiva, planejamento e controle dos processos devem ser realizados de maneira assertiva.
Em um país como o Brasil, com dimensões continentais e diversos gargalos de infraestrutura, a logística deixa de ser um apêndice da operação e torna-se parte fundamental do negócio. “Ela é fator chave para a competitividade e até para a sobrevivência se olharmos no caso de abastecimento de alimentos. A logística faz o produto chegar ao cliente final, no prazo necessário e a custos que viabilizem o comércio, além de contribuir com a harmonia operacional de toda a cadeia de produção. Assim, é parte fundamental de qualquer negócio”, diz Maurício de Mello Nogueira, vice-presidente de Desenvolvimento de Negócios da DHL Supply Chain.
Em época de crise, é comum as companhias olharem para o ambiente interno e buscarem respostas para a melhoria de recursos e diminuição dos custos de produtividade. Compreender o conceito de logística em sua amplitude permite ao empreendedor alinhar o planejamento de suas estratégias e alcançar o diferencial competitivo. “Como a operação é uma atividade contínua, ter processos bem desenhados, com responsabilidades e prazos claros, é possível manter a qualidade e os custos do produto”, explica Nogueira.
Apesar da complexidade do setor, do excesso de burocracias e constantes mudanças regulatórias, o vice-presidente vê o Brasil como locomotiva da América Latina. “Temos conseguido realizar nossas operações com sucesso. Neste ano, nossa atenção está focada na região Nordeste do País e os resultados são positivos”, conta o empresário.
Presente em mais de 220 países e com 325 mil colaboradores em todo o mundo, a DHL atua com forte programa de responsabilidade social ao apoiar a proteção ambiental, auxílio a desastres ambientais e à educação. “Atuamos com logística reversa e cadeia fria para alguns segmentos específicos. Temos uma área especializada em medir emissões de gases ligados ao efeito estufa e com isso propomos modernizações, que podem incluir alternativas no transporte que gerem menos impacto ao meio ambiente”, enfatiza.
Outra preocupação é com a formação dos colaboradores e investimento no desenvolvimento de novos processos e sistemas. A empresa atua com tecnologias de rastreamento que permitem maior visibilidade do processo logístico, em tempo real, iniciativas que geram maior segurança e agilidade na distribuição dos produtos.
A organização faz parte do Grupo Deutsche Post DHL, que gerou receita de mais de 56 bilhões de euros em 2014.
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Pesquisa “Origem e Destino de Cargas de São Paulo”
Pensando em conhecer a dinâmica de transporte da cidade, a FecomercioSP apoia o estudo inédito “Origem e Destino de Cargas de São Paulo”, realizado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), com apoio da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e financiado pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).
A pesquisa coletará dados sobre a distribuição de cargas urbanas com o objetivo de entender a logística de cada setor econômico. Os dados também ajudarão na avaliação dos impactos de investimentos em infraestrutura e no desenvolvimento de políticas para mitigar congestionamentos e emissões de gases poluentes.
O empresário que desejar contribuir com o estudo deve enviar e-mail para od.cargas.sp@comapconsultoria.com.br ou ligar para (11) 3090-2472.
Os resultados serão divulgados em fevereiro de 2016. Para obter mais informações sobre a pesquisa, acesse aqui.