Tamanho do texto
Compartilhar

Pesquisa aponta que 38% das famílias das classes D e E usaram cadernetas no ano passado
(Tutu)

Em função dos altos índices de desemprego e consequente restrição de renda, os consumidores têm recorrido à caderneta de compras para organizar o planejamento financeiro familiar. Pesquisa da Kantar aponta que mais de 500 mil famílias adotaram a prática no ano passado, anotando as dívidas realizadas pelo chamado “pagamento fiado”.

Veja também
Intenção de financiamento dos paulistanos cresce 3,3% em abril
Intenção de consumo das famílias paulistanas registra estabilidade em abril

Realizado com 52 milhões de famílias, o levantamento indica que a caderneta foi utilizada ao menos uma vez em 2016 em 14,1 milhões de lares brasileiros. Em 2015, o número era de 13,5 milhões.

Por conta do desemprego e da dificuldade na obtenção de crédito, muitos consumidores consideram oportuna essa alternativa. O uso da caderneta representa uma mudança de hábito, tanto na busca do equilíbrio do orçamento familiar como na tentativa da manutenção do poder de compra.

A prática é mais utilizada por consumidores das classes D/E, com 38% das famílias dessa faixa de renda recorrendo às cadernetas no ano passado. Em 2015, eram 27%.

A pesquisa também mostra que a presença das cadernetas é maior nas regiões Norte e Nordeste do País, atingindo uma média de 39% das famílias. No interior dos Estados, o porcentual é de 32%.

Nos grandes centros, a prática da caderneta ainda é utilizada nos bairros mais afastados, porém, em menor escala, assim como na Região Metropolitana de São Paulo. No Sul e no Centro-Oeste, o uso da caderneta ficou abaixo da média nacional.


Conteúdo de qualidade direto no seu e-mail

Concordo em receber comunicações da FecomercioSP.
Veja como nós tratamos os seus dados pessoais em nosso Aviso Externo de Privacidade