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São Paulo, 18 de outubro de 2017 – Em agosto, o comércio varejista na região de Guarulhos criou 513 postos de trabalho, resultado de 3.678 admissões contra 3.165 desligamentos. Em 12 meses, foram gerados 9 empregos com carteira assinada, permanecendo estável, na comparação com agosto de 2016. Assim, o varejo da região encerrou o mês com 102.464 empregados formais.

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP) elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O estudo é feito com base nos dados do Ministério do Trabalho por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo é obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Entre as nove atividades pesquisadas, apenas os segmentos de supermercados (4,1%), autopeças e acessórios (1,9%) e farmácias e perfumarias (0,4%) apresentaram crescimento, na comparação com o mesmo período de 2016. Por outro lado, os maiores recuos foram observados nos segmentos de lojas de vestuário, tecidos e calçados (-6,2%), lojas de móveis e decoração (-3,6%) e concessionárias de veículos (-2,6%).

Desempenho estadual
O comércio varejista no Estado de São Paulo criou novas vagas de emprego pelo segundo mês consecutivo. Em agosto, foram abertos 7.477 postos de trabalho celetistas, resultado de 71.560 admissões e 64.083 desligamentos. É a terceira vez ao longo de 2017 que o setor registra geração de empregos, sendo o maior saldo desde novembro de 2016. Com o resultado, o varejo encerrou o mês com um estoque total de 2.065.908 trabalhadores. No acumulado dos últimos 12 meses, foram extintos 5.155 empregos com carteira assinada, número bem inferior na comparação entre setembro de 2015 e agosto de 2016, quando foram perdidos 66.527 vínculos celetistas.

De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, além do processo de reação do mercado de trabalho neste segundo semestre, que nos parece ser real, observou-se que em agosto, sazonalmente, há geração de vagas, pois o número de desligamentos de trabalhadores é normalmente mais baixo nesse mês, que antecede a celebração da convenção coletiva de trabalho da categoria. Isso ocorre porque o artigo 9° da Lei Federal nº 7.238/14 determina que: “O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)”. Esse aumento no custo de dispensa de um funcionário desestimula o empresário do varejo a demitir sem justa causa e, por isso, o resultado de 64.083 desligamentos em agosto foi o segundo menor patamar mensal desde o início da série histórica da pesquisa, em 2007.

Entre as nove atividades pesquisadas, apenas três apresentaram crescimento no número total de empregos na comparação com o mesmo mês de 2016: supermercados (10.287 vagas), farmácias e perfumarias (3.935 vagas) e autopeças e acessórios (1.002 vagas).

Observando os dados por ocupações, as profissões com maior saldo de movimentação em agosto foram de vendedores e demonstradores (3.065 vagas) e embaladores e alimentadores de produção (885 vagas).

No acumulado dos últimos 12 meses, a FecomercioSP destaca novamente o bom desempenho das atividades que comercializam bens essenciais (supermercados e farmácias e perfumarias), além do varejo de autopeças e acessórios automotivos. Para a Entidade, o fato da sazonalidade mencionada acima ter impactado positivamente todas as atividades varejistas em agosto não impede o surgimento de um prognóstico otimista para o mercado de trabalho, que parece passar um processo de reação, ainda que tímido.

Delegacia Regional Tributária Guarulhos
Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mairiporã, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel, Suzano.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PESP) analisa o nível de emprego do comércio varejista. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e nove atividades do varejo: autopeças e acessórios, concessionárias de veículos, farmácias e perfumarias, lojas de eletrodomésticos e eletrônicos e lojas de departamento, materiais de construção, lojas de móveis e decoração, lojas de vestuário, tecido e calçados, supermercado e outras atividades. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

 


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